Não sou fã do PMDP, nem do PSDB, nem do PV, nem do caralho a quatro.
Sou o tipo de pessoa que acha política chato, mas que não se abstém. Isso porque acho que quem diz que é chato e está pouco se lixando pro assunto só ajuda a afundar ainda mais o país daqueles que se importam.
A questão é a seguinte: Eu não voto em quem defende os pobres.
Não sou rica. Longe disso. Aliás, longe mesmo. Estudo em escola pública (com vestibulinho, ok, mas se não tivesse passado, a chance de ir pra uma pública comum era alta) e dependo do SUS e da Unicamp pra atendimento médico. Marco consulta com demora de até 4 meses.
Mas ainda assim não voto em mãe dos pobres.
Motivo?
Até quanto mãe dos pobres e pai dos pobres vão se eleger nesse país? Até quando a política de ser eleito com o voto da gigantesca maioria pobre vai mandar por aqui? É muito mais simples conquistar essas pessoas dando esmola! É muito mais simples conseguir voto de quem tá desesperado. O PT não é mais partido dos trabalhadores. A verdade é que se tornou o partido dos desempregados. Desempregados que, aliás, não têm o menor motivo pra trabalhar com tanta bolsa por aí. Mas isso todo mundo já sabe. Não tem razão alguma pro presidente tornar classe baixa em classe média. Porque a classe média já não vota no pai dos pobres! É bom demais manter 2/3 da população em nível de eleitorado certo. A outra pequena parte que se exploda, porque 1/3 não elege ninguém!
Dane-se se a Dilma vai te dar 500 reais por mês se vc tiver 13 filhos! Ela vai acabar com a economia brasileira e vai tornar a classe média em classe média baixa. Os pequenos comerciantes vão se foder tensamente. Ela é mãe dos pobres e vai continuar sendo mãe dos pobres, porque esses pobres NÃO vão virar classe média. Essa não é a intenção dela. A intenção é manter o pobre no nivel dele, mas com comida na mesa.
Portanto eu não voto em mãe dos pobres. Eu voto em quem vai continuar todos os bolsa sei lá o quê, mas com programa pra tirar essas pessoas da dependência desse dinheiro fácil. Eu voto em quem não é pai dos pobres, mas os ajuda da mesma forma.
Não vote em mãe dos pobres. Não seja filho da puta.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
domingo, 3 de outubro de 2010
Neoliberalismo x Cultura
Considero política um mal necessário. O ser humano tem a necessidade de ser liderado. A vontade de que haja um alguém superior olhando de cima, dizendo o que é certo e o que é errado, é um pensamento que vem desde os primórdios da evolução humana. Com o passar do tempo, o dinheiro e a ganância ganharam importância. E a política tornou-se um mal, quando todos – ou quase todos – os que se interessavam por ela, passaram a querer poder para se aproveitar do povo que deveria ajudar.
O liberalismo passa às pessoas a idéia de liberdade, de um país melhor pra se viver para todas as classes sociais. Quando na verdade apenas os burgueses se beneficiam nesse regime político. Apesar de que hoje, vivemos o neoliberalismo, não foi muita coisa que mudou desde a crise de 1929.
O liberalismo é muito parecido com a solução encontrada na época dos Iluministas, antes da Revolução. Deixar que o mercado se ajeitasse sozinho, sem interferência do Estado. Claro que naquela época, o controle era muito maior. Até exagerado. O regime era absolutista, diferente do nosso. O liberalismo, porém, não pôde se sustentar sozinho recentemente, tendo a quebra de diversos empresários. A superprodução reduziu os preços, o que acabou levando empresas à falência e colocou milhões na rua.
Que outra solução encontrar? Se sob controle so governo não há justiça e sem ele é impossível se organizar, o jeito é misturar um pouco dos dois. E acabar levando as qualidades e defeitos de um e de outro. Esse é nosso estado atual, o Neoliberalismo.
Agora liguemos este outro mal necessário, a televisão, e vejamos se tudo deu certo. Logo com as primeiras notícias de um jornal, nota-se que estamos em pleno caos. As pessoas só esta última semana voltam às suas rotinas. O que aconteceu por volta do dia dezesseis de maio foi uma verdadeira guerra civil. Atingiu cidades pequenas do interior. E nem é necessário para que haja muitos mortos no Brasil, que tem anualmente mais pessoas assassinadas do que numa verdadeira guerra civil. Fora toda a “lama” que atualmente toma conta – que na verdade sempre tomou – de Brasília. O presidente diz que não sabe de nada e o povo acredita. As cadeias superlotadas. Pessoas passando fome nas ruas. Dois terços da população é miserável. Ricos cada vez mais ricos. Escândalos entre os que deveriam estar cuidando disso…
Problema do Neoliberalismo?
Problema de ética. Problema de cultura. Não importa o tipo de regime político. Importa os nossos governantes fazerem justiça. Várias nações usam de outros regimes e dão certo. Outras se baseiam no Neoliberalismo e também dão certo. Significa que, depois de tantas mudanças e rebeliões, é hora de mudar a consciência e a cultura. Possível? Quem sabe com muito tempo. Por enquanto, continuamos escondendo a sujeira por debaixo do tapete…
Ana Luiza Savioli - 2005/2006, sei lá.
O liberalismo passa às pessoas a idéia de liberdade, de um país melhor pra se viver para todas as classes sociais. Quando na verdade apenas os burgueses se beneficiam nesse regime político. Apesar de que hoje, vivemos o neoliberalismo, não foi muita coisa que mudou desde a crise de 1929.
O liberalismo é muito parecido com a solução encontrada na época dos Iluministas, antes da Revolução. Deixar que o mercado se ajeitasse sozinho, sem interferência do Estado. Claro que naquela época, o controle era muito maior. Até exagerado. O regime era absolutista, diferente do nosso. O liberalismo, porém, não pôde se sustentar sozinho recentemente, tendo a quebra de diversos empresários. A superprodução reduziu os preços, o que acabou levando empresas à falência e colocou milhões na rua.
Que outra solução encontrar? Se sob controle so governo não há justiça e sem ele é impossível se organizar, o jeito é misturar um pouco dos dois. E acabar levando as qualidades e defeitos de um e de outro. Esse é nosso estado atual, o Neoliberalismo.
Agora liguemos este outro mal necessário, a televisão, e vejamos se tudo deu certo. Logo com as primeiras notícias de um jornal, nota-se que estamos em pleno caos. As pessoas só esta última semana voltam às suas rotinas. O que aconteceu por volta do dia dezesseis de maio foi uma verdadeira guerra civil. Atingiu cidades pequenas do interior. E nem é necessário para que haja muitos mortos no Brasil, que tem anualmente mais pessoas assassinadas do que numa verdadeira guerra civil. Fora toda a “lama” que atualmente toma conta – que na verdade sempre tomou – de Brasília. O presidente diz que não sabe de nada e o povo acredita. As cadeias superlotadas. Pessoas passando fome nas ruas. Dois terços da população é miserável. Ricos cada vez mais ricos. Escândalos entre os que deveriam estar cuidando disso…
Problema do Neoliberalismo?
Problema de ética. Problema de cultura. Não importa o tipo de regime político. Importa os nossos governantes fazerem justiça. Várias nações usam de outros regimes e dão certo. Outras se baseiam no Neoliberalismo e também dão certo. Significa que, depois de tantas mudanças e rebeliões, é hora de mudar a consciência e a cultura. Possível? Quem sabe com muito tempo. Por enquanto, continuamos escondendo a sujeira por debaixo do tapete…
Ana Luiza Savioli - 2005/2006, sei lá.
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